O Vitória entrou em campo neste sábado, no Barradão, em sexto lugar na Série A do Brasileirão, com 36 pontos ganhos. Sonhava, depois dos 90 minutos, entrar para o G-4. O adversário era o lanterna Ipatinga, de quem havia perdido na primeira fase por 2 a 1. A torcida compareceu ao Barradão na esperança de ver até uma goleada e um bom futebol, mas saiu frustrada. O Leão tropeçou no forte bloqueio do Tigre mais uma vez. Com o empate de 0 a 0, o Rubro-Negro baiano até pulou para o quinto lugar, com 37 pontos. Mas pode ser ultrapassado por São Paulo, Flamengo e Coritba, que jogam neste domingo.
Na 24ª rodada, o Vitória vai à Vila Belmiro encarar o Santos, na quarta-feira, e o Ipatinga, que continua na lanterna, mas agora com 21 pontos, enfrenta o Náutico no Estádio dos Aflitos na quinta.
Primeiro tempo apagado
O Vitória entrou em campo prestando homenagens ao presidente do Conselho Deliberativo do clube, Maneco Tanajura, que faleceu no sábado e era muito querido no clube. O time vestia uma camisa com a foto do dirigente e depois jogou com o uniforme reserva, o branco, para realçar a tarja preta de luto.
Depois que a bola começou a rolar, o Vitória não engrenou no primeiro tempo. Marquinhos voltava de inatividade de 20 dias por contusão na virilha. O outro atacante, o argentino Trípodi, fazia sua estréia. Ambos estavam lentos e sem ritmo, e a situação piorou porque o meio-campo simplesmente não conseguia criar. O Ipatinga bloqueou o setor, reduzindo os espaços. Parecia que tinha mais gente verde no campo. E essa gente entrou visivelmente para segurar o empate ou tentar alguma coisa a mais no contragolpe.
Só aos 13 minutos, quando Wallace centrou da direita para Marquinhos cabecear para escanteio - a bola desviou na zaga -, a torcida baiana sentiu algum frisson. Mas o susto num contra-ataque do Ipatinga, com um chute de Luciano Mandi de fora da área que tirou tinta da trave direita de Viafara, foi maior. Bem como quando Marquinhos foi ao chão dando a impressão de que não continuaria mais na partida.
O tempo passava, e o torcedor do Leão continuava intranqüilo e começava a vaiar. Mal no ataque - os laterais pouco apoiavam e os meias tocavam para os lados -, confuso na defesa, o time deixava a equipe mineira gostar do jogo. Ferreira e Adeílson só não abriram o placar para o Tigre porque foram lentos na conclusão, permitindo que a zaga rubro-negra chegasse a tempo para prensar.
Aos 36 minutos, houve a primeira chance real para o Vitória. Carlos Alberto arrancou pela esquerda e chutou. Fernando saiu bem e espalmou. Aos 43, a melhor jogada: Trípodi ajeitou a bola para Williams, que bateu de chapa da marca do pênalti. O goleiro do Tigre voltou a brilhar e, a essa altura, já era o destaque de um primeiro tempo frustrante para o time da casa.
Tentativa em vão
O técnico Vágner Mancini trocou Wallace por Leandro Domingues para o segundo tempo. O meia, em bela jogada individual aos 2 minutos, estragou o lance ao bater torto para fora.
Visivelmente, o time voltou um pouco melhor. Se tecnicamente os talentos ainda decepcionavam - Marquinhos era até vaiado e Ramon estava escondido do jogo -, pelo menos havia a tentativa de fugir da forte marcação buscando as laterais do campo. Aos 6 minutos, Carlos Alberto cobrou bem uma falta e se preparava para comemorar quando Fernando espalmou para escanteio de mão trocada.
Aos 11, outra falta para o Leão. Ramon bateu por baixo, e a bola quicou antes de Fernando tocar, com dificuldade, para escanteio. A essa altura, o time já recuperava o apoio da torcida. O Ipatinga repetia a fórmula do segundo tempo: congestionar o meio-campo, roubar as bolas e tentar um milagre no contra-ataque.
Vágner Mancini mexeu de novo na equipe aos 23 minutos. Saiu Ramon, entrou Ricardinho. O time conseguia, esporadicamente, criar mais uma chance. Aos 30, Fernando brilhou outra vez no gol do Tigre, ao sair muito bem e evitar o gol de Carlos Alberto, que bateu de perna direita mas encontrou o goleiro pela frente. O tempo passava. O time iai ao ataque, no desespero, e não conseguiu sair do frustrante 0 a 0.
G1