quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Jogadores do Vitória fazem pacto contra a imprensa

Uma manhã movimentada no Barradão. Na véspera do jogo contra o São Paulo, nesta quinta, dia 23, os jogadores do Vitória resolveram não falar mais com a imprensa. O motivo seria a acusação de um ouvinte, na resenha esportiva de uma rádio, onde alguns jogadores estariam perdendo noite e ingerindo bebida alcoólica em demasia. Desta vez, o volante Renan seria o alvo.


Quando o treino acabou, quase todos se recusaram a falar, com exceção de Vanderson, que ainda não sabia do pacto feito entre os jogadores contra a imprensa. “Não estou sabendo de nada. Saí antes do treino e não soube de nenhum pacto”, confessou. Porém, outros resolveram seguir a risca. “Hoje não dá, pai”, disse Marquinhos, ignorando os pedidos dos jornalistas por uma entrevista.

O assessor de imprensa do clube, Roque Mendes, ainda hostilizou o repórter da Rede Bahia, Eduardo Oliveira. O jornalista teria tentado ouvir a reunião dos jogadores no vestiário e levou um susto. O assessor empurrou o profissional, apontou o dedo na cara de Eduardo e resolveu soltar sua fúria, inclusive ameaçando expulsar o funcionário da Globo do Barradão.

Após a confusão, comissão técnica e atletas ficaram cerca de 30 minutos com a porta do vestiário fechada, reunidos. Quando saíram, novamente o silêncio e a briga com o microfone. Renan, que não joga contra o São Paulo, ainda ensaiou algumas palavras enquanto saía. “Não acho justo o que estão fazendo conosco. Temos o direito de não falar”, completou.

Dentro de campo, os retornos de Marco Aurélio, Vanderson e Anderson Martins estão certos, mas o time seguiu para Sampa indefinido. “Vou aguardar a escalação do São Paulo sair. Posso entrar com dois ou três zagueiros”, disse o técnico rubro-negro, Vagner Mancini.

A tarde online

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