Quando o treino acabou, quase todos se recusaram a falar, com exceção de Vanderson, que ainda não sabia do pacto feito entre os jogadores contra a imprensa. “Não estou sabendo de nada. Saí antes do treino e não soube de nenhum pacto”, confessou. Porém, outros resolveram seguir a risca. “Hoje não dá, pai”, disse Marquinhos, ignorando os pedidos dos jornalistas por uma entrevista.
O assessor de imprensa do clube, Roque Mendes, ainda hostilizou o repórter da Rede Bahia, Eduardo Oliveira. O jornalista teria tentado ouvir a reunião dos jogadores no vestiário e levou um susto. O assessor empurrou o profissional, apontou o dedo na cara de Eduardo e resolveu soltar sua fúria, inclusive ameaçando expulsar o funcionário da Globo do Barradão.
Após a confusão, comissão técnica e atletas ficaram cerca de 30 minutos com a porta do vestiário fechada, reunidos. Quando saíram, novamente o silêncio e a briga com o microfone. Renan, que não joga contra o São Paulo, ainda ensaiou algumas palavras enquanto saía. “Não acho justo o que estão fazendo conosco. Temos o direito de não falar”, completou.
Dentro de campo, os retornos de Marco Aurélio, Vanderson e Anderson Martins estão certos, mas o time seguiu para Sampa indefinido. “Vou aguardar a escalação do São Paulo sair. Posso entrar com dois ou três zagueiros”, disse o técnico rubro-negro, Vagner Mancini.
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