Na estreia do técnico Geninho, o Náutico finalmente quebrou a seqüência de derrotas, que já durava seis partidas. Infelizmente para o torcedor alvirrubro, não foi com vitória. Em uma partida bastante equilibrada, em que foi totalmente dominado na primeira etapa e se mostrou superior no segundo tempo, o time pernambucano ficou no 1 a 1 com o Vitória, nesta quinta-feira, no estádio dos Aflitos.O ponto marcado, no entanto, não foi suficiente para tirar o Náutico da lanterna da Série A. O time pernambucano segue com 9 pontos e ocupa o último posto da classificação. Já o empate não tem motivos para se queixar, já que o ponto conquistado em uma partida em que atuou quase 30 minutos com um homem a menos o manteve no G-4 da competição.
O primeiro tempo deixou evidente que o duelo nos Aflitos seria entre uma equipe organizada e consistente e um time que está longe de adquirir um padrão de jogo eficiente. Apesar de atuar fora de casa, o Vitória voltou a mostrar um futebol leve, organizado e ofensivo, baseado, principalmente, na velocidade. Já o Náutico não conseguia trocar mais do que três passes certos e não conseguia executar as jogadas básicas de todo time, como a passagem dos laterais, as tabelas ou mesmo jogas individuais.
Como na parte defensiva o Vitória se postava de forma bastante organizada, qualquer tentativa ofensiva do Náutico era facilmente desmontada. A equipe pernambucana dava uma ajuda ao trabalho dos defensores do time baiano, já que atacava de forma atrapalhada e centralizava demais as jogadas. Era tudo o que o Rubro-negro de Salvador queria para partir para o contra-ataque em velocidade.
Não demorou muito tempo para o Vitória mostrar porque realiza uma excelente campanha no Campeonato Brasileiro da Série A. Assim, já aos 11 minutos vencia por 1 a 0, com um gol de puro oportunismo do atacante Roger. Ele recebeu dentro da área, girou e bateu no canto de Eduardo. Foi o primeiro lance de perigo real da partida, aproveitado com perfeição pelo artilheiro do Campeonato Brasileiro, que chegou ao seu oitavo gol na disputa.
Os outros lances de gol do primeiro tempo foram todos da equipe baiana. Adriano, Leandro Domingues e Roger tiveram boas oportunidades, enquanto as jogadas ofensivas do Náutico se resumiram a dois chutes de fora da área do meia Aílton que sequer tomou a direção do gol defendido por Viáfara.
A equipe do Recife errou uma quantidade exorbitante de passes. Muitos deles passes fáceis, em que os jogadores tentavam lances de efeito. Já em outras ocasiões, ficava latente a falta de um esquema tático bem assimilado por parte dos jogadores. Ao menos na etapa inicial, o futebol apresentado pelo Náutico mais pareceu o de um time em que os 11 jogadores acabavam de se conhecer.
Pois parece que Geninho fez o trabalho de 'apresentar' os jogadores no intervalo. Ele ainda fez duas mudanças, colocando Anderson Lessa na vaga do estático Márcio Barros no ataque e efetivando Sidny, um lateral de origem, em lugar do improvisado Douglas Maia. Deu certo. O Náutico que jogou no segundo tempo parecia uma outra equipe.
Os três setores passaram a jogar mais próximos, os dois laterais, principalmente Sidny, avançavam para tabelas com os meias, e o ataque passou a se movimentar mais e a confundir a marcação do Vitória. Antes dos 20 minutos, três boas chances já haviam sido criadas, até que, na cobrança de um escanteio, Wallace puxou Anderson Lessa e Paulo César Oliveira marcou pênalti e expulsou o jogador da equipe baiana. Na cobrança, Gilmar mandou no ângulo de Viáfara e empatou a partida.
Após o gol, com um homem a menos, o Vitória se fechou ainda mais. E obteve sucesso na tentativa de anular as jogadas ofensivas do time da casa. Depois do empate, o Náutico passou a atacar de forma desordenada e ainda perdeu o atacante Anderson Lessa, que acusou uma lesão muscular e teve que ser substituído pelo veterano Kuki.
Mesmo com um homem a menos, o Vitória criou duas boas chances de gol. O Náutico pareceu cansar no final e a equipe baiana, na base do toque de bola, só não ganhou o jogo porque o zagueiro Vagner e o goleiro Eduardo salvaram duas conclusões de Leandro Domingues. No último minuto, Gladstone ainda perdeu uma grande chance.
NÁUTICO 1 a 1 VITÓRIA
Náutico
Eduardo; Douglas Maia (Sidny), Vágner, Gladstone e Anderson Santana; Galiardo, Johnny, Aílton e Carlinhos Bala; Gilmar e Márcio Barros (Anderson Lessa).
Técnico: Geninho
Vitória
Viáfara; Wallace, Victor Ramos e Anderson Martins; Adriano (Gil), Magal, Carlos Alberto, Leandro Domingues e Leandro; Willian (Jackson) e Roger.
Técnico: Paulo César Carpegiani.
Data: 16/07/2009 (quinta-feira)
Local: Estádio dos Aflitos, no Recife
Árbitro: Paulo César de Oliveira-SP
Auxiliares: Ivaney Alves de Lima-SE e Manuel Márcio Bezerra Torres-CE
Cartão amarelo: Anderson Santana, Carlinhos Bala, Gladstone (Náutico), Willian, Wallace, Anderson Martins, Victor Ramos (Vitória)
Cartão vermelho: Wallace (Vitória)
Público: 13.178 torcedores
Gols: Roger, aos 11 minutos do primeiro tempo. Gilmar, aos 21 minutos do segundo tempo.
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