A fase não é boa. O Vitória que, este ano, dia 31 de maio, já cometeu a gafe de convidar a Banda da Polícia Militar para executar o Hino Nacional no Barradão, como parte das comemorações pelo anúncio oficial do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, e começou o jogo contra o Grêmio sem a exibição da banda, que voltou “muda” para o quartel, resgata amanhã, no jogo contra o Grêmio Barueri, válido pela 36ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, a comemoração dos 23 anos de fundação do Estádio Manoel Barradas, na Toca do Leão.
Como o time baiano vem de cinco derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, e sob pressão de uma série de confusões no Departamento de Futebol, fazendo com que o rebaixamento para a Série B do Brasileiro assuste a cada rodada, o Vitória encontrou uma fórmula para atrair o torcedor e criar um clima de festa no estádio. Além dos ingressos vendidos a R$10, a direção anuncia a comemoração dos 23 anos da inauguração do Estádio Manoel Barradas, o Barradão.A partida será a de número 465 no Estádio rubro-negro. Só que o estádio Manoel Barradas foi inaugurado no dia 11 de novembro de 1986, e a data passou em branco. De acordo com o livro Ba-Vi: uma paixão sem limites, “a realização do sonho da torcida em ter sua “casa própria” só foi possível graças à união de rubro-negros influentes. Ex-presidentes, conselheiros, torcedores ilustres e políticos ajudaram da maneira que podiam. Grande parte do material usado para a construção foi doada por estas pessoas”.
A construção contou com a ajuda do governo do Estado. Os governadores Antonio Carlos Magalhães e João Durval tiveram papel fundamental para a realização do sonho. O torcedor também participou diretamente. “Diversas campanhas foram criadas para que o rubro-negro contribuísse mensalmente para a construção do Complexo Esportivo. Até mesmo um novo hino, de autoria do compositor Walter Queiroz e que é usado até os dias de hoje, foi criado para angariar recursos com a venda de discos”, diz o livro.
Apesar de inaugurado na década de 80, o Barradão só passou a ser efetivamente utilizado em meados dos anos 90. Então presidente, Paulo Carneiro conseguiu implantar o sistema de iluminação artificial e viabilizou a utilização do estádio em qualquer horário. Desde então, o Vitória conquistou a hegemonia estadual e é temido por qualquer time que tenha de jogar em Salvador.
Ainda com risco de ser rebaixado e disputando a permanência na Série A do Brasileiro com dois cariocas (Botafogo e Fluminense), a diretoria do Vitória está preocupada com possíveis erros de arbitragem nos três jogos restantes da competição. Para a partida de domingo, contra o Grêmio Barueri, o trio sorteado foi de cariocas.
O alerta aos homens do apito está ligado na Toca do Leão. Os erros recentes no Brasileiro deixaram os diretores rubro-negros apreensivos. “Essa preocupação tem de existir na reta final. A nota triste desse campeonato tão bem disputado é a arbitragem e alguma coisa precisa ser feita neste sentido”, disparou Jorge Sampaio.
Alexi Portela demonstrou a mesma irritação com as decisões dos árbitros, mas não perdeu a calma. “Não quero ser suspenso como o presidente do Palmeiras foi. Então, é melhor ficar calado”.
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