O futuro da Fonte Nova, provavelmente, passará pelo grupo português Lusoarenas. Representantes da empresa, do governo do estado e da dupla Ba-Vi estiveram reunidos ontem, na Secretaria da Indústria e Comércio da Bahia.
O encontro “extra-oficial” foi marcado pela assinatura de termo de confidencialidade, onde apenas a Lusoarenas tem autonomia para falar sobre a Arena Bahia até junho, quando o governo tornará oficial o novo modelo de gestão e operação do Estádio Octávio Mangabeira e entorno. Oficialmente, sete empresas estão autorizadas a formular estudos e propostas; uma, a suíça KPMG, é parceira da Lusoarenas e tem experiência na prestação de serviços de estruturação e avaliação de projetos em esportes & entretenimento, centros de convenções e infra-estrutura.
Nos próximos cinco anos, com foco na Copa do Mundo de 2014, o grupo pretende investir 1,2 bilhão de euros (R$3 bilhões) no país, informou o vice-presidente da empresa, Marco Antônio Herling, em entrevista à revista Exame, de novembro: “Estudamos 11 projetos no Brasil: oito estádios de futebol e três centros de convenções... O projeto mais conhecido é a construção de um estádio em Salvador, o Bahia Arena, com capacidade prevista para 44.100 pessoas”.
Apesar do desejo português de fazer a arena na Paralela, a tragédia da Fonte Nova, somadas à busca por revitalizar o Centro Histórico e a reforma de Pituaçu, mudaram o foco. A proposta é de projeto no regime de parcerias público privadas (PPPs), com os portugueses tendo direito de explorar o espaço por 30 anos.
O representante da Lusoarenas teve a garantia de diretores de Bahia e Vitória que ambos têm interesse de compartilhar a arena. No cronograma, os jogos sempre aconteceriam no estádio. Outra idéia é mudar o perfil de quem vai a jogos de futebol, aumentando o percentual de pessoas das classes A e B, hoje, na faixa de 28%, segundo levantamento da Lusoarenas.
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Sinaenco discute Copa de 2014
Herbem Gramacho
O que precisa ser melhorado em Salvador para que a capital baiana seja uma das subsedes brasileiras da Copa do Mundo de 2014? Sistema de transporte de massa, segurança, estádio e outros equipamentos esportivos, rede hoteleira... Estes tópicos estarão em pauta no próximo dia 20, em seminário que reunirá gestores públicos, engenheiros e arquitetos, na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), campus de Ondina/Federação.
O evento é organizado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco-BA), o mesmo que, em novembro do ano passado, três semanas antes da tragédia que matou sete pessoas na Fonte Nova, publicou um estudo que apontava a tradicional praça esportiva como a pior entre as 29 avaliadas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone (71) 3431-3546 ou pelo e-mail sinaenco@sinaenco.com.br.
Segundo nota oficial emitida pela coordenação nacional do sindicato, Salvador abrirá um ciclo de debates a ser realizado também em outras oito prováveis subsedes – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Belém, Curitiba e Porto Alegre.
Correio da Bahia
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