segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Moradores de perto de Pituaçu fazem reclamações por causa de jogo do Bahia

A volta do Bahia ao gramado soteropolitano desagradou a parte do público potencial do recém-inaugurado Estádio Governador Roberto Santos. Quem mora no entorno da Avenida Paralela, especialmente próximo à arena, tem agora de conviver com engarrafamento, desvio de rota de veículos e barulho nos dias de jogo. Mas houve quem levasse na esportiva o grito de gol coletivo, que domingo invadiu as janelas dos apartamentos mais próximos.

“O pior transtorno é o transporte, eles fecharam a rua e não avisaram a ninguém. Eu fui pegar um ônibus pela manhã e já estava tudo interditado. Para ir à orla em dia de jogo, só de bicicleta”, ironizou o estudante Wilian Matias, 17, que mora num condomínio na rua Pinto de Aguiar, em Patamares, via que dá acesso às praias. O amigo, também estudante, concordou que o barulho é o menor dos problemas. “É o de menos, não interfere tanto por causa do vento em sentido contrário”, justificou Matheus Oliveira, 15, enquanto o Bahia agitava pela segunda vez a fiel.

A costureira Neuzete Fonseca, 49, teve domingo um motivo mais sério para reclamar. “Minha mãe tem Mal de Alzheimer, hoje eu pedi um remédio na farmácia e minutos depois o motoqueiro ligou, dizendo que não tinha como passar porque haviam bloqueado o acesso. Eu acho que deveria ter passagem livre para esse tipo de serviço, inclusive ambulância. O remédio espera, mas poderia ser algo mais sério”. De uma forma ou de outra, adaptações no trânsito foram as principais reclamações ouvidas pela equipe de reportagem. “Atrapalhou bastante (a reforma do estádio), principalmente em tirar o ponto de ônibus daqui. Agora só tem parada na Faculdade Católica, ou então é pedir com jeito ao motorista para a gente descer aqui”, disse a aposentada Carmen Pita, 77, que mora quase defronte ao estádio. Segundo ela, o condomínio onde reside teve de contratar seguranças particulares para os dias de partida. “É para o pessoal não invadir o prédio”, concluiu.

Apesar da precaução, tanto o pré como o pós jogo não registraram atos de vandalismo contra o patrimônio. Moradores do Condomínio dos Securitários, na avenida Pinto de Aguiar, tiveram um transtorno a mais. Nos fundos da área privativa, um terreno à margem da Paralela serviu de estacionamento para quem foi assistir Bahia x Ipitanga. A poeira obrigou muitos a fecharem suas janelas em pleno verão. “É claro que algumas soluções podem ser pensadas com o tempo, mas em dia de inauguração era pra ter um estacionamento mais organizado, até para causar boa impressão”, pontuou o advogado Fábio Lessa, 35 anos. A Tarde

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