Quanta evolução! Tudo bem que os adversários foram muito mais difíceis, mas a retaguarda do Bahia causava calafrios no torcedor na Série B do ano passado. O time ficou no meio da tabela, em décimo, mas os 65 gols sofridos fizeram da defesa tricolor a terceira pior da competição. Só os dois últimos colocados, Gama e CRB, tiveram desempenho pior.
A média de 1,7 bola na rede passou para 0,3 no Campeonato Baiano de 2009. E isso em um intervalo de um mês e 20 dias entre o término da Segundona e o início do Baianão, e com uma novíssima dupla de zaga, composta por jogadores que viveram um 2008 de fracassos.
De admirado em 2007, pela participação fundamental na Série C, Alison virou odiado após a falha gritante no Ba-Vi decisivo com a perda do título estadual. Desde então, o atleta viveu deprimido e não voltou a desempenhar um bom futebol.
Já Nen, contratado para esta temporada, praticamente não atuou pelo Atlético/MG, pois sofreu grave contusão que o impediu de comprovar a qualidade que mostrava no Palmeiras.
A dupla atuou em cinco das sete partidas e sofreu apenas um gol, de pênalti, contra o Camaçari. E o lance foi polêmico, já que Alison atingiu a bola antes de se chocar com o atacante Stefan.
O outro jogador que balançou a rede tricolor foi Nem, do Itabuna, em outra cobrança de penalidade máxima. Porém, nesta oportunidade, Douglas foi o titular ao lado de Nen, que jogou todos os 630 minutos – fora acréscimos – disputados pelo Bahia no campeonato.
Homem de ataque, Beto reconhece a grande importância dos companheiros para a boa campanha do time. “Já conhecia os dois. Trabalhei com Nen no Atlético Mineiro e com Alison no Treze. Devemos muito à competência deles”, elogiou.
O zagueiro Alison está feliz, principalmente com a recuperação do seu moral junto à torcida, e promete não relaxar com a boa fase. “Eu e o Nen não estamos encontrando nenhuma dificuldade no entrosamento, mas não podemos achar que está bom. Precisamos continuar trabalhando para melhorar”, afirmou.
E a tarefa de Nen e Alison não se resume à eficiência em conter os adversários. Com dois gols cada, eles são presença certa na área quando tem jogada aérea.
Ensaiados – Se só sofreu gol de bola parada, o Bahia também pode colocar na conta vários tentos marcados em cobranças de infrações. O único pênalti anotado a favor foi perdido pelo lateral Patrício, mas não faltaram gols em faltas e escanteios.
Na estreia, Patrício deu o empate, em 1 a 1, com o Itabuna, em cobrança de falta. No 4 a 0 contra o Ipitanga, só teve gol de bola rolando, mas, no 3 a 1 sobre o Camaçari, Reinaldo e Nen marcaram após faltas.
A goleada de 6 a 0, contra o Atlético, teve contribuição de duas cabeçadas de Alison, após escanteios de Hélton Luiz. Na quarta-feira, 11, no 2 a 0 diante do Poções, Reinaldo aproveitou cobrança de falta de Rubens Cardoso e Léo Medeiros um esquinado de Hélton Luiz. Os jogadores ganharam folga geral nesta quinta, 12, e voltam a treinar nesta sexta, 13, à tarde. A tarde
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