domingo, 8 de fevereiro de 2009

Tumulto na torcida do Vitória deixa 50 feridos

“Motorista não para (vai levando). Operário não para (vai levando). A cidade não para”. E a festa nas arquibancadas do Barradão também não parou, concordando com os versos da música Dalila, de Ivete Sangalo, mesmo com um tumulto ocorrido na área da torcida rubro-negra onde se concentra a organizada Os Imbatíveis, que deixou pelo menos 50 feridos, ainda no primeiro tempo.

Segundo alguns dos feridos, tudo aconteceu após uma confusão envolvendo policiais e torcedores. Como a área estava lotada, assim como o restante estádio, o corre-corre acabou fazendo com que muitos torcedores caíssem. Os quadros mais graves foram de torcedor que sofreu fraturas.

Os lesionados foram atendidos em uma UTI móvel que estava de plantão no estádio. Outros foram levados para atendimento em outros locais.

Houve um outro tumulto no final do intervalo na torcida mista quando torcedores dos dois clubes se desentenderam e foi preciso a intervenção da polícia para conter os ânimos. Além do problema de tricolores que estavam sendo impedidos de assistir ao jogo nas cadeiras por estarem predominantemente ocupadas por rubro-negros.

Festa – Alheios à dor alheia, a torcida rubro-negra e a tricolor continuaram a festa e o duelo de cantos nas arquibancadas do Manoel Barradas. O momento mais emocionante foi por volta dos 10 minutos da segunda etapa, quando o placar ainda estava inalterado e os dois lados cantavam nos mais altos níveis de decibéis.

Como previsto, duas personalidades foram “homenageadas” durante o jogo de ontem. A torcida tricolor cantou: “Ô, ô, ô, o governador é tricolor”, enquanto os rubro-negros entoavam cânticos ofensivos e estendiam faixas como: “Sem licitação, sem ética, sem respeito. Adeus Wagner”, com relação ao governador do Estado.

Já Paulo Carneiro teve o seu nome gritado pela torcida tricolor. “Uh, terror. Paulo Carneiro é tricolor”. E os rubro-negros ofendiam o antigo presidente com gritos e faixas, como “tudo que não presta pro Vitória, a gente manda pro Bahia (PC)”.

Os torcedores do Vitória cantaram a vontade, principalmente no primeiro tempo, com cantos como “Vi-tó-ria, lalaiá”, ou “primeira, eu sou da primeira”.

Mas a festa rolou mesmo do lado tricolor, que pela segunda vez (a primeira em 1998) teve mais espaço e pôde ficar atrás do gol rubro-negro. Por isso, o goleiro colombiano Viáfara teve o seu nome gritado após a falha do segundo gol tricolor.

O hit “Chupa que é de Uva”, do Aviões do Forró, voltando às paradas de sucesso do Manoel Barradas, junto com outras referências à recente superioridade tricolor no estádio adversário. A tarde Online

Nenhum comentário:

Postar um comentário