Restam apenas nove rodadas para o fim da primeira fase do Campeonato Baiano 2008, e os 12 times que disputam a competição já se dividem entre potenciais candidatos ao quadrangular final e ao rebaixamento. Mas, de antemão, pode-se afirmar que há tempos não se via um estadual tão disputado, ameaçando, inclusive, a hegemonia de Bahia e Vitória, tal qual fez o Colo-Colo, que sagrou-se campeão em 2006 goleando o Leão nas finais. A última rodada da primeira acontece no dia 30 de março, e veja abaixo os caminhos de cada clube para chegar até lá:
Bahia
Sem estádio, com um elenco razoável, qualitativamente falando, e reduzido, o líder Bahia só abandonou a ponta da tabela por duas rodadas desde o início, com o arqui-rival assumindo, e faz um bom campeonato frente aos demais, já surgindo como sério candidato ao título. Em 14 jogos, um a mais que os outros times juntamente com o Poções, venceu nove, empatou três e perdeu apenas duas, somando 30 pontos ao todo. Venceu todos os ocupantes da zona de classificação, inclusive os dois BaVis. O Tricolor tem o terceiro melhor ataque, com 21 gols a favor, e a melhor defesa, que levou apenas sete. Não à toa, ouve-se de cronistas desportivos e torcedores que o técnico Paulo Comelli vem tirando leite de pedra com os atuais atletas disponíveis. Entretanto, é sua afirmação mais frequente que o plantel ainda carece de reforços.
Vitória da Conquista
Com 28 pontos, é vice-líder e time do interior com melhor campanha no estadual. Pode chegar ao ápice da tábua de classificação no jogo desta quarta-feira, 27, caso vença o Juazeiro. Os torcedores do Alviverde têm ido à loucura com a equipe do técnico Elias Borges e os gols do atacante Tatu, um dos vice-artilheiros da competição com seis gols. A direção do Vitória da Conquista, que foi fundado de fato em 2005, acertou a mão nas contratações e alguns dos seus jovens jogadores figuram entre os melhores do estadual. O time que provocou a primeira derrota do irmão maior da capital vem triunfando há cinco rodadas. Os números são mais que positivos: nove vitórias, um empate e três derrotas em 13 jogos. Possui o segundo melhor ataque, com 22 gols. A defesa tombou por 14 vezes. Desde a quinta rodada está entre os quatro primeiros. A ótima campanha do clube remete ao Colo-Colo de 2006. No mínimo, deve dar muito trabalho no quadrangular final.
Atlético
Não tanto quanto a equipe conquistense, mas também está bem na foto. À frente do Vitória com um ponto de diferença, ocupa a terceira posição, com 23. A boa campanha já não é novidade para o Carcará, que fez bonito no estadual do ano passado, quando foi terceiro. Para 2008, o técnico Antônio Dumas pôde vibrar com os seis jogadores cedidos pelo São Paulo. A parceria entre Atlético e o clube paulista tem feito a diferença. O time ainda conta com as boas atuações do goleiro Fábio Lima. Em 13 partidas, venceu sete, empatou duas e perdeu quatro. Marcou 17 gols e levou 12. Mantendo os bons resultados, deve carimbar o passaporte para a próxima fase. Assim como o Vitória da Conquista, jogadores atleticanos são destaque no estadual.
Vitória
O Vitória é a equipe que mais contratou para este ano e já se vê às portas de uma crise que ameaça a classificação ao quadrangular final. Derrotado em mais um Bavi, o técnico Vadão tem dificuldades em acertar um time titular, deixando interrogações quanto a sua permanência para a série A, embora a diretoria afirme que ele é o técnico para toda a temporada. Ter o melhor ataque da competição, com 24 gols, chega a ser ilusório, impulsionado pela goleada de 6 a 0 contra o perdido Itabuna, no Barradão. Em outras partidas, insistiu em não aproveitar inúmeras oportunidades de gol, sobretudo nos dois BaVis, quando apresentou mais volume de jogo, mas em ambos saiu derrotado. Ao lado de Camaçari e Feirense, é o terceiro pior no quesito derrota, com cinco. Quatro delas nos últimos cinco jogos. No mais, venceu sete e empatou apenas uma. Sofreu 13 gols até agora. Soma 22 pontos, oito a menos que o Bahia. Desempenho nada animador para que vai disputar com a elite do futebol brasileiro.
Colo-Colo
Em quinto lugar, o Tigre entrou na briga por uma das quatro vagas depois que o técnico Zanata, que quase assinou com o Fluminense na semana passada, assumiu o time na vice-laterna, com um ponto em quatro rodadas. De lá para cá, foi derrotado uma vez apenas. São seis vitórias, três empates e quatro derrotas em 13 jogos. O goleiro Lee, vazado 12 vezes, vai segurando as pontas na defesa. No ataque, o time ilheense conta com os quatro gols do atacante Marcos Chaves, ex-Bahia. O Colo-Colo tem 16 gols marcados e, com 21 pontos, torce por mais tropeços do Rubro-Negro para chegar ao quarto lugar.
Ipitanga
Segue grudado no Colo-Colo, com o mesmo número de pontos, vitórias, derrotas e empate. Vence em gols marcados, 17, e perde nos sofridos, 15. Do mesmo modo que o time ilheense, começou mal na competição e precisou trocar de técnico para não fazer feio como no ano passado. O velho conhecido Alcyr Silva chegou para o lugar de Mastrillo Veiga e deu nova cara à equipe, contribuindo para manter a hegemonia sobre o Bahia que ajudou a escrever no passado, na vitória de 1 a 0. O Ipitanga tem se firmado na briga pela classificação com os gols do atacante Marquinhos, um dos vice-artilheiros da competição. Deve entrar em acordo com a prefeitura de Porto Seguro para que mande seus jogos na cidade.
Feirense
Para quem estréia na divisão de elite do estadual este ano a campanha não é das piores. Com 16 pontos e a seis do quarto colocado Vitória, corre por fora na briga por uma das vagas, mas não deve classificar-se. O Feirense perdeu financiadores que o ajudou a conquistar o título da segunda divisão, mas mesmo assim o técnico Moisés Alves mantém um equilíbrio, depois de um início ruim. São quatro vitórias, quatro empates e cinco derrotas em 13 jogos. Dos 15 gols marcados, cinco foram do atacante Ricardinho, principal nome do time. A defesa levou 13 gols.
Itabuna
Sem aspirações na competição. A diretoria do time grapiúna ainda tentou manter acesa as chamas da esperança quando demitiu o técnico Gelson Fogazzi e trouxe Ferreira, campeão pelo Colo-Colo em 2006. O novo técnico ensaiou uma reação ao vencer o Vitória logo na sua estréia, mas o 6 x 0 sofrido no jogo de volta uma rodada depois, no Barradão, o puxou de volta à realidade, além de expôr as deficiências da equipe. Os gols do atacante Juca ajudaram a conquistar três minguados triunfos. Porém, o Itabuna empatou seis e perdeu quatro. Marcou 14 vezes e tem a quarta defesa mais vazada, com 19 gols.
Camaçari
Começou bem na competição e esteve invicto até a quinta rodada, figurando entre os três primeiros, mas viu os poucos recursos técnicos resultarem em um terrível descenso. O time do técnico Nelsinho Goés ocupa a nona colocação, com 14 pontos, três vitórias, cinco empates e cinco derrotas. Marcou 13 gols, quatro com o atacante Uilliam, e sofreu 17, segunda pior defesa ao lado do Fluminense. Nos últimos seis jogos, venceu apenas um. Se continuar descendo ladeira abaixo, poderá se envolver na luta contra o rebaixamento.
Fluminense
O sinal amarelo está aceso. O Tricolor de Feira não vence há quatro jogos e paga pela ausência de planejamento para o estadual. Com 13 pontos, vê apenas Juazeiro e Poções atrás. O técnico João Franciso foi demitido após a derrota diante do Bahia, em Feira de Santana. A diretoria do Touro tentou tirar Zanata do Colo-Colo, mas não foi feliz. Por enquanto, o interino Merrinho comanda o time, que só venceu duas vezes até agora. Os cincos jogadores trazidos do Bahia também não resolveram. A situação é amenizada devido aos sete gols do atacante Souza, artilheiro do Baianão 2008. O Flu de Feira é líder no quesito empate, com sete ao todo, e perdeu quatro vezes. Marcou 15 gols e levou 17.
Juazeiro
Candidato número dois ao rebaixamento. Saboreou sua última vitória na quinta rodada. A uma das piores campanhas do time em Campeonatos Baianos se soma o maior troca-troca de técnicos entre as 12 equipes - o italiano Luca Bucci é quarto desde o início de 2008 - e a dispensa de seis jogadores, além de desentendimentos entre dirigentes e radialistas. O atacante Vitor tenta organizar a situação no ataque marcando cinco dos 17 tentos do Juazeiro. Entretanto, ele não conta com o apoio da zaga, a pior da competição com 31 gols sofridos. O penúltimo colocado no estadual tem nove pontos, quatro a mais que o lanterna Poções. São apenas duas vitórias contra três empates e oito derrotas em 13 jogos.
Poções
Se Jesus não torce pelo Poções, só engatando uma série de vitória, enfretando entre os próximos jogos os três primeiros colocados, o time escapa da segunda divisão do ano que vem. Embora o técnico Netão, que chegou para o lugar de Expedito Ventura, dispare assertivas como "volta por cima", a fuga se torna impossível a cada rodada. Sem contar que a equipe, junto com Bahia, tem um jogo mais que todas as outras equipes. O único triunfo conquistado foi, por ironia, diante do líder. Nos três últimos jogos, três derrotas, levando sempre três gols. Com cinco pontos, o Poções ainda empatou duas vezes e perdeu as outras 11 partidas. O ataque não funciona. O Poções marcou apenas oito gols, dos quais dois foram marcados pelo atacante Pirigo, que de perigoso não tem nada. A frágil defesa é a segunda pior do certame, com 29 gols sofridos.
Fonte: Portal Futebol Baiano
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
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