A contratação do meia Ramon Menezes, de 36 anos, que retorna ao Vitória mais de uma década depois da sua primeira passagem, remete a uma das políticas do clube em repatriar velhos conhecidos da torcida rubro-negra. O resultado nem sempre é satisfatório, mas Ramon terá a chance de fazer diferente e organizar o tumultuado meio campo do Leão.
Nos últimos anos, o mesmo fizeram o meia Vampeta (foto), o atacante Alex Alves e o lateral-direito Rodrigo, todos nascidos na maternidade vermelho e preta. Os atacantes Edílson, o capetinha, e Bebeto Gama, tetracampeão mundial em 94, também anotaram um segundo retorno à equipe, apesar de não terem sido revelados pelo Vitória.
Vampeta brilhou no meio campo do Vitória entre 1990 e 1994, participando, inclusive, do time vice-campeão brasileiro em 1993, derrotado pelo Palmeiras na final. A partir daí, rodou pela PSV Eindhoven, Corinthians, Inter de Milão e Flamengo. Na sua segunda passagem pelo Parque de São Jorge, desentendeu-se com a comissão técnica e, no início de 2004, retornou ao Vitória, dois anos depois de sagra-se pentacampeão mundial pela Seleção Brasileira. Seu futebol nos seis meses que por aqui ficou em nada lembrou o Vampeta do início da década de 90, ainda que tivesse sido campeão baiano. Foi embora para o Oriente Médio antes do vexatório rebaixamento para a segunda divisão no Campeonato Brasileiro.
Companheiro de Vampeta em 2004 no Vitória, o capetinha Edílson com um futebol razoável acompanhou toda a trajetória rubro-negra naquele ano e foi tido como um dos responsáveis pelo descenso. Retornou no segundo semestre de 2007, e em meio as vaias, ajudou o clube a subir para a elite do futebol.
O time de 2005 contava com o atacante Alex Alves, o comandante do setor ofensivo na campanha de 1993. O jogador chegou para marcar gols que levassem o Vitória de volta à 1º divisão. Contudo, o oposto aconteceu, e o Rubro-negro caiu para a terceirona junto com o futebol apagado de Alex Alves por conta de contusões.
Bebeto Gama vestiu a camisa profissional do Vitória pela primeira vez em 1997. Faturou o estadual e a Copa Nordeste daquele ano e comandou o time a terminar na nona posição do campeonato nacional. Boatos dão conta que abandonou o time baiano para poder jogar a Copa de 1998, pois o então técnico Zagallo tinha recomendações de não convocar atletas de clubes nordestinos ou de pouca expressão. Em 1998, Bebeto atuou pelo Botafogo-RJ. Em 2000, retornou ao Vitória e foi protagonista de um dos maiores fiascos do Rubro-negro. O cartão de visita da sua segunda passagem bem que poderia ser o BaVi da Copa Jão Havelange, equivalente ao Campeonato Brasileiro, do dia 4 de outubro. Ao ser substituído, as vaias ecoaram na mesma proporção que o furor de um gol brasilero em final de Copa do Mundo.
Por fim, o Vitória repatriou por duas vezes o lateral-direito Rodrigo Chagas, também integrante do time vice-campeão brasileiro. Tal qual 1993, foi titular em 1999, segunda melhor campanha do time em brasileiros, quando parou nas semi-finais derrotado pelo Atlético-MG depois de eliminar o Vasco-RJ. No segundo semestre de 2002, assinou novamente com o Vitória, mas as sucessivas contusões não permitiram o técnico Joel Santana escalar o atleta, que só atuou em oito jogos. Ramalho terminou a competição como titular e Rodrigo teve de ficar no banco.
Fonte: Portal Futebol Baiano
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
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