terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Campeonato Baiano: várias surpresas

Leitor, volta no tempo e pára em 9 de janeiro, data do jogo de abertura do Campeonato Baiano. Recorde-se das suas previsões: provavelmente, elas não incluíam os tropeços do Vitória ou a vice-liderança do Conquista. Foi logo esta conjuntura, porém, que tornou atrativo um torneio de tão baixo nível técnico. Por isso, o segundo turno começa ainda bem mais imprevisível.

O Bode, em segundo lugar, mantém o ritmo do ano passado, quando começou muito bem a competição. “Quando uma equipe do interior tem folha de pagamento de mais de R$ 60 mil, não tem cabimento fazer menos do que o que estamos fazendo”, confia Eduardo Moraes, vice-presidente do clube do sudoeste.

Em 2007, porém, o time venceu somente quatro partidas do returno e não obteve vaga para disputar a Série C. “Temos que estar preparados para fracassar, mas sem esquecer que futebol é um negócio e precisa de resultados”, diz o dirigente.

Para alcançar o sucesso, o Vitória da Conquista deve seguir o rumo do Atlético de Alagoinhas, que também repete a boa campanha da última edição.

O Carcará vem em terceiro, amparado pelo técnico Antônio Dumas, que classificou a seleção de Togo à Copa de 2006.

Após seguidos tropeços no início do certame, o treinador reclamou do elenco e chegou a colocar seu cargo à disposição da presidência do clube. Deu certo: a partir do fim de janeiro, quando seis atletas chegaram ao clube, o time venceu quatro das seis partidas que disputou.

Lá embaixo – Por enquanto, Poções e Juazeiro decepcionam. Os clubes batem ponto nas derradeiras posições da tabela, algo inadmissível ao se pensar nas tradições do esporte da Bahia.

Se o time do norte do Estado dependesse apenas do ataque, brigaria pela vaga na Série C: a linha de frente da Carranca é a quinta melhor do torneio, com 15 gols. A zaga, por outro lado... A defesa de Juazeiro sofre, em média, 2,36 gols por jogo. Nos 11 jogos, o goleiro Ari Sergipano foi buscar 26 bolas na rede.

Desespero, teu nome é Poções. Quanta gente já não evocou o manjado dito intelectual na Terra do Amianto? A Raposa faz uma de suas piores campanhas desde que chegou à Primeira Divisão do Baiano e luta para deixar a zona da degola.

Com apenas 13,8% de aproveitamento, porém, nem os vexames do Juá podem fazer o Tricolor do Sudoeste reagir: o ataque raposino marcou somente 5 gols em todo o campeonato.

Irregular – Alternando-se nas primeiras posições desde o início do certame, Bahia e Vitória colecionaram tropeços contra os times do interior. O Bahia perdeu para o famigerado Ipitanga e para o Poções. Esta partida, aliás, marcou a única vitória do lanterna neste Baianão.

Se os avantes tricolores não funcionaram contra a Raposa e o Tucano, alegraram a torcida em todas as outras partidas, garantindo ao azul, vermelho e branco o melhor ataque da competição, com 19 gols. Desta vez, o torcedor não pode reclamar que seu time amarela: no Ba-Vi, o mais importante dos duelos, dois gols e o prazer de vencer o maior rival no Barradão.

A campanha do rubro-negro merece atenção especial. Após a contratação de quase duas dezenas de jogadores de qualidade duvidosa, o Leão colhe os frutos em campo. Já são quatro derrotas, três contra pequenos. O último insucesso foi no último domingo, contra o Itabuna. Quando o time vai mal, até a estréia de um uniforme diferente vira motivo para revolta da torcida.

Ainda assim, o dirigente Jorge Sampaio alardeia que o treinador Vadão está seguro no cargo. Para saber até que ponto isso é verdade, é só perguntar para Ferreira, Fito Neves, Mauro Fernandes, Givanildo e Marco Aurélio, que o antecederam no cargo.

Fonte: a tarde online

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