Tenham cuidado, leitores! O volante Fausto não está falando do Emirates Stadium, do Nou Camp, ou mesmo do Engenhão, mas parece: “Acho um excelente estádio. As condições que o campo oferece, as acomodações muito boas. Se tivesse maior capacidade seria perfeito”.
Todos esses elogios do capitão tricolor são para o Estádio Armando Oliveira, em Camaçari. Mesmo sem o luxo dos grandes estádios da Europa, satisfaz totalmente os jogadores do Bahia, que pediram encarecidamente ao técnico Paulo Comelli para o time voltar a mandar suas partidas na cidade do pólo.
A reunião entre alguns dos atletas mais experientes e o treinador aconteceu no vestiário do Armandão, após a quinta vitória da equipe nos seis jogos que fez na praça neste ano.
Não por coincidência as melhores atuações do time foram no pequeno estádio, como nos triunfos contra Poções, Juazeiro e o mesmo Camaçari, derrotado também na última quarta.
O principal motivo para o apreço dos atletas é a boa condição do gramado do Armandão. “Antes do jogo de ontem (quarta) a gente foi fazer o reconhecimento do campo e disse um para outro: ‘Pô...isso é que é gramado’. O jogador fica com até mais motivado”, revelou Fausto.
O problema todo é que nas partidas que o Bahia mandou em Camaçari, a média de público foi inferior a duas mil pessoas. Mas o capitão tem certeza que isso vai mudar na fase final. “No começo do ano era época de Carnaval e o pessoal tava mais preocupado com a festa. No quadrangular tenho certeza que a torcida vai nos apoiar mais”, opinou.
Comelli não quer saber de desculpa e exige que sua equipe jogue bem em qualquer lugar, mas entende seus comandados. “Eles se sentem bem lá. A opinião deles vale mais que a minha porque são eles que entram em campo”, concluiu.
O diretor de futebol Ruy Accioly decretou que os últimos jogos da primeira fase serão mesmo no Jóia da Princesa, mas prometeu analisar com carinho o pedido dos jogadores para o quadrangular final. Não deve haver problema e o tricolor manda duas de suas partidas lá. Se tiver Ba-Vi, será em Feira.
Já sobre a oferta da Federação Sergipana, que colocou o Batistão à disposição do Bahia para a disputa da Série B com custo zero, ele garantiu que a proposta ainda não chegou, mas não descartou a possibilidade. O técnico Comelli não gostou. “Estamos querendo ficar perto e aí surge essa proposta pra ir pra mais longe ainda. Eu prefiro Feira ou Camaçari”, disse ele.
Para pegar o Itabuna neste domingo, em horário novo (16 horas), a novidade é a volta de Pantico, que cumpriu suspensão. Mas Comelli não garante que ele será titular.
MUDANÇAS – Hoje, o técnico Nelsinho Góis, que treinou o Camaçari neste ano, assume o comando da equipe júnior do Bahia. Ricardo Silva, que esteve à frente do Esquadrãozinho desde a Copa São Paulo até quarta-feira, passa a ser coordenador técnico das categorias de base.
A Tarde Online
sexta-feira, 14 de março de 2008
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