Um resultado para abalar qualquer estado de espírito deu ao Poções os primeiros pontos como visitante no Campeonato Baiano. O triunfo por 2x1 sobre o Vitória, no Barradão, tirou o clube da lanterna após 17 rodadas. Com nove pontos, ultrapassou o Juazeiro no saldo de gols (-23 a –24). Foi o sexto revés rubro-negro, média de um a cada três jogos – tem partida a mais, assim como o Fluminense, antecipada da 19ª rodada.
Ontem, na estréia de Ramon, o diferencial foi a irritante deficiência defensiva do Vitória nas bolas paradas. Os dois gols foram sofridos em cobranças de falta. No último, o Poções tinha dez atletas, após expulsão de Marivaldo Silva. Entre um e outro, Ramon empatou de pênalti. No estadual, já são 11 gols sofridos pelo rubro-negro em jogadas de bola parada. Mais da metade dos 19 sofridos em 18 jogos, preocupante média de 1,05 gol considerando o nível técnico do Baianão.
“Foi uma equipe no primeiro tempo, perdendo muitos gols. No segundo tempo, não... Tem que dar mérito ao adversário”, rendeu-se Vadão, na coletiva pós-jogo. “Erramos em todos os quesitos, em tudo”, disse o treinador, sem detalhar. Não precisava.
Embora o gestor da S/A, Jorge Sampaio, repita que Vadão é o treinador para a temporada, existe pressão de alguns conselheiros por mudança imediata. Ainda ontem, houve conversas com o presidente do EC Vitória, Alexi Portela Júnior, e, até amanhã, podem ser anunciadas algumas mudanças. “Nós não conseguimos passar que esta zorra é importante... Pensam na Copa do Brasil e lá para maio (no Brasileiro)”, vociferou Jorge Sampaio, em entrevista à Rádio Transamérica.
No Barradão, o Poções saiu na frente aos seis minutos, com Samuel, depois de a falta passar direto sem ninguém desviar. Coube ao estreante Ramon Menezes buscar o empate, sofrendo pênalti de Hudson, cobrado por ele mesmo, aos 14. Antes, acertara o travessão. Cinco minutos depois, Índio carimbou a trave. Até os 20 minutos, a equipe dominou o adversário.
Depois, virou passado o futebol e os aplausos da torcida.
Fora do lance de bola, o zagueiro Marivaldo Silva foi expulso, acusado pelo assistente Adilson Machado Cruz. O tumulto durou três minutos. Antes do intervalo, Anderson Martins, de cabeça, quase virou.
O Vitória voltou com Marco Antonio no lugar de Bida, enquanto o Poções tinha Perigo, atacante, dando vaga a Welton, zagueiro. Logo aos quatro, Danilo Rios driblou dois e bateu para fora. De falta, Ramon, de novo, acertou o travessão, aos 15. Parou aí. Com um a menos, o tricolor do sudoeste ficou atrás. Sem sufoco. O Vitória nada fazia. Vadão trocou Michel e Ramon Menezes por Diego Silva e Marcos. Tampouco. No final, outra falta. História repetitiva. Gol de Dirley, substituto de Samuel.
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Vitória: Ney; Alex Santos, Marcelo Batatais, Anderson Martins e Gustavo; Vanderson, Bida (Marco Antonio), Ramon Menezes (Marcos) e Danilo Rios; Índio e Michel (Diego Silva).
Treinador: Vadão.
Poções: Marivaldo; Gilmar, Marivaldo Silva, Marcos Santos e Samuel (Dirley); Nenenzinho, Jackson, Hudson e Elton (Rodrigo); Johny e Perigo (Welton).
Treinador: Sales.
Local: Barradão.
Gols: Samuel, aos 6min, e Ramon Menezes, aos 14min (pênalti) do 1º tempo. Dirley, aos 40min do 2º tempo.
Cartões amarelos: Bida e Danilo Rios; Elton, Hudson, Marivaldo.
Cartão vermelho: Marivaldo Silva.
Público: 3.815 pagantes.
Renda: R$32.399,50.
Arbitragem: Manoel Lopo Garrido, assistido por Kléber Moradillo da Silva e Adilson Machado Cruz.
Correio da Bahia
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