sexta-feira, 28 de março de 2008

Qual é a cara de Mancini?

Como um sorriso alegre e confiante pode mudar depois de 90 minutos? Basta ver uma situação, que seria delicada, bem pior daquilo que era esperado. Isso ocorreu justamente com o novo técnico do vitória, Vágner Mancini, ao desembarcar em Porto Seguro para ter o primeiro contato com sua tropa, no duelo entre o Leão e Ipitanga, pelo campeonato estadual.

Segundo o novo comandante, com reforço da diretoria, nada será modificado nos planos vigentes na era do ex-técnico Vadão. O Vitória ainda pretende vencer o Campeonato Baiano, papar o título da Copa do Brasil, além de fazer uma boa campanha no Brasileirão da Série A.

Mas querer nem sempre é poder. Ao chegar na Toca do Guaiamum, na última quarta-feira, 26, Vágner Mancini fez declarações positivas, inclusive falando que poderia mexer pouco no time, aproveitando o máximo a estrutura que foi deixada pelo seu antecessor.

Porém, depois do triunfo desgastante por 3 a 2, diante do Tucano, a fisionomia e pretensão do comandante mudaram radicalmente. Antes do jogo, Mancini salientou: “Espero mexer pouco. Não vou julgar nem criticar o time antes de ter um primeiro contato”.

Depois dos 90 minutos, tudo mudou de figura. “Precisamos mudar muita coisa”, declarou, modificando sua idéia quanto a necessidade, com urgência, de novos reforços. Segundo o treinador, as laterais são as mais capengas. Quanto à nova comissão técnica, ele preferiu deixar para falar na sua apresentação oficial, nesta sexta-feira, 28, no treinos da tarde. “Prefiro conhecer o que já temos no clube”. Do grupo que estava na equipe de Oswaldo Alvarez, apenas Gersinho não ficou na Toca.

O técnico adjunto Flávio Tanajura, além dos preparadores físicos Márcio Meira e Ednilson Sena são funcionários do clube, e por isso, dificilmente saem da equipe. Mas isso não descarta a possibilidade do contingente aumentar, caso Mancini resolva trazer mais profissionais.

CONHECIDOS – Pelo menos dentro do elenco, alguns colegas vão ajudar Vágner na interação com o grupo. Marcelo Batatais e Jackson já foram colegas quando o comandante ainda entrava em campo como jogador. “Lembro bem deles na época de jogador. Acho que não será estranho comandar eles. Muito pelo contrário. Eles também vão me ajudar na comunicação com os mais novos”, ressaltou.

A carreira de jogador começou na década de 90, no Guarani de Campinas. Passou pelo Noroeste, Paulista, Portuguesa, Ituano, Ponte Preta e Bragantino, todos de São Paulo, além de Ceará e Grêmio. No exterior, teve experiência no futebol japonês.

Como treinador, Mancini prega a filosofia de pouca brincadeira e muito trabalho. “Mas isso não impede de termos uma boa relação com os jogadores. Gosto de conversar e ter uma grande aproximação com todos”, disse Vágner, assegurando que gosta do clima descontraído.

Na partida de domingo, diante do Feirense, Mancini assegura que vai fazer modificações e pretende colocar um time mixto. Seu foco é a Copa do Brasil, onde ele foi campeão comandando o Paulista.

A Tarde Online

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