O Bahia mudou de cidade e agora precisa administrar problemas de relacionamento entre sua torcida e a do Fluminense. Durante a partida de domingo passado, pedras arremessadas de fora do Estádio Alberto Oliveira, o Jóia da Princesa, atingiram ao menos dois tricolores nas arquibancadas. Houve princípio de confusão dentro da praça esportiva. A partida desta noite em Feira será Bahia e Fluminense novamente e existe um grande receio por causa da ameaça de confronto entre as torcidas organizadas das duas equipes. Por este motivo, a FBF e o próprio pessoal da PM batizou o clássico como “jogo de risco”.
Domingo, cinco pessoas foram detidas e encaminhadas à Polícia Civil. O comandante do 10 Batalhão da Polícia Militar de Feira de Santana, tenente-coronel Nascimento, classificou o fato como isolado. “Foi tranqüilo. Eu mesmo prendi os dois que jogaram as pedras. Houve um pessoal das organizadas do Fluminense que quis brigar porque não conseguiu entrar no estádio de graça”, justificou. Com o Bahia como mandante, não há mesmo ingressos disponíveis pelo programa Sua Nota É um Show. Para a partida de hoje, a troca de notas e cupons ficais por entradas está restabelecida.
A PM deslocará 300 homens para garantir a segurança do torcedor. Para o clássico de domingo, o efetivo será dobrado. “Nós temos um policiamento forte e estamos aqui para garantir a festa do Bahia”, assegurou. Mesmo assim, as organizadas do clube não vão à cidade. A Bamor acusa um grupo de torcedores de tentar “se promover através da violência”. Representantes da Povão acusam integrantes da mesma organizada de armar uma emboscada na saída do estádio no domingo passado.
O tenente-coronel garante que tudo correu dentro do programado. “O coronel Eleutério, aí do comando da capital, é muito criterioso com isso. Todas as organizadas saem daqui escoltadas”, argumenta. Mas reconhece a rivalidade hostil entre as torcidas de Salvador e Feira de Santana e sabe que os confrontos são programados, principalmente pela internet.
Em Salvador, ninguém quer dar crédito à organizada feirense que se intitula “a mais temida da Bahia”. O perfil no fotolog da torcida anuncia as especialidades da organizada nos oito anos de fundada. “Formação: bomba caseira. Hobbies: caçar Bagays e Tuigays”, em alusão de preconceito às torcidas Bamor e Os Imbatíveis, de Bahia e Vitória.
O tom dos comentários no espaço virtual é ameaçador. Com o apelido de binhobamor, o internauta provoca. “Isso é torcida (?) Fica só na net, dizendo qui é temida (,) qui mata...agente envadir essa po...domingo. Vem bate de frente (sic)”. Tuft_10cmd.b.m retruca: “Ahe seus c...mais uma vez não vieram. Soh uma pergunta: medo ou respeito? Com nós kem kiser contra nós kem puder!!! (sic)”.
O tópico no fotolog tinha 44 comentários até a manhã de ontem, todos na mesma linha.
Fonte: Correio da Bahia
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