quinta-feira, 6 de março de 2008

Copa do Brasil para o tricolor só em 2009


A história não mente. Nas duas eliminações anteriores do Bahia na primeira fase da Copa do Brasil, a temporada terminou desastrosa. Recorde 2005 e 2006. Grêmio e Ceilândia-DF. Rebaixamento à Série C e incapacidade de promoção na última divisão do futebol brasileiro. Agora foi a vez do Icasa-CE, após derrota por 3x2, em Juazeiro do Norte, e, ontem, empate por 2x2 em Feira de Santana. O clube cearense enfrentará o Criciúma, que eliminou o Baraúnas.

Embora lidere o Baiano, está evidente o baixo nível técnico do elenco, com exceções pontuais: Alison, Rogério, Fausto e Elias. Exemplo. No estadual, a defesa sofreu sete gols em 14 rodadas. Na Copa do Brasil, cinco em duas partidas. Do Icasa, que irá disputar a Série C. De novo. Sem a Fonte Nova, a fragilidade é potencializada como pedido para os adversários explorarem. Na Série C de 2007, acima do time, foi a torcida, com média de 40.410 pagantes, que salvou. Nada de diretoria.

O jogo - O primeiro tempo foi marcado por muita luta do Bahia. Importante em qualquer partida, ainda mais nas eliminatórias, como a Copa do Brasil. Pena que era apenas luta. Esta característica resolve muitas vezes, contudo, mais importante é a técnica.

O time não jogava pelos lados, os volantes tampouco apareciam como alternativa e nem Ananias tabelava com Pantico e Didi. Mérito também do treinador Play Freitas, que entrou com Pepo no lugar de Clodoaldo para compactar mais o meio-de-campo, embora prejudicasse Marciano, isolado. Aos 37 minutos, Marcelo substituiu Serginho, contundido. Cinco minutos depois, bateu rápido falta e Tiago desviou para fazer 1x0. Os jogadores do tricolor reclamaram, apesar de terem feito a mesma cobrança rápida contra o Vitória da Conquista, domingo, no gol de Daniel.

Na volta do intervalo, Charles entrou no lugar de Didi. Mas quem mudou a história do jogo foi o lateral Gilberto, expulso após fazer falta em Daniel e receber o segundo cartão amarelo, logo aos 2 minutos. Exclusivamente depois da vantagem numérica, 11 contra dez, apareceram as chances. E por atacado.

Douglas fez excelente defesa na cabeçada de Fausto, após cruzamento de Alison, no entanto, nada pôde fazer quando Pantico emendou de primeira toque de Rogério, da linha de fundo, e empatou, aos sete. O Bahia precisava de, pelo menos, mais um gol para se classificar.

Considerado o melhor atleta do primeiro turno do Cearense, o goleiro Douglas tratou de tentar fazer fama também em campeonato de maior expressão. Dos 12 aos 32, foram três defesas importantes, em chutes de Rivaldo e Ananias, e na falta cobrada por Marcone. Aos 20, quando foi driblado, contou com a incrível incompetência de Rivaldo, que bateu para fora.

Para tentar pressionar o Icasa, Paulo Comelli trocou Daniel por Jorginho, que é fraco no ataque e pior na defesa. Por este setor, aos 35, Roberto fez jogada individual que resultou em pênalti de Alison, marcado pelo árbitro Cláudio Luciano Mercante Júnior e convertido por Esquerdinha.

Com pouco mais de três mil pagantes no Jóia da Princesa, o Bahia ainda buscou força e empatou de imediato através de Fausto, de fora da área. Mas o empate não servia. Era preciso outro gol para levar à disputa por pênaltis. Vontade não faltou. A carência é mesmo de qualidade. Culpa de quem contrata. De quem não planeja o clube.

***

Bahia 2x2 Icasa

Bahia: Darci; Fábio, Alison, Rogério e Daniel (Jorginho); Marcone, Fausto, Rivaldo (Anderson Costa) e Ananias; Pantico e Didi (Charles).
Técnico: Paulo Comelli.
Icasa: Douglas; Gilberto, Tiago, Cleiton e Esquerdinha; Jonas, Toni, Pepo, Wanderley (Roberto) e Serginho (Marcelo); Marciano (Isaac).
Técnico: Play Freitas.

Local: Jóia da Princesa, em Feira de Santana, às 21h45.
Gols: Tiago, aos 42min do 1o tempo; Pantico, aos 7min, Esquerdinha, aos 35min, e Fausto, aos 36min do 2o tempo.
Cartões amarelos: Alison, Fábio, Pantico e Rogério; Gilberto e Esquerdinha.
Cartões vermelhos: Gilberto e Claudevan (goleiro reserva).
Público: 3.143 pagantes.
Renda: R$31.915.
Arbitragem: Cláudio Luciano Mercante Júnior (PE), assistido por Albino Andrade Albert Júnior (PE) e Alcides Augusto de Lira Júnior (PE).

Correio da Bahia

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