terça-feira, 4 de março de 2008

Se o quadrangular acaba-se hoje, o Bahia seria campeão

Que se inicie imediatamente o quadrangular, o Bahia tem o quadro teórico ideal à disposição. Vitória da Conquista, Vitória e Atlético no atual G4, cinco dos dez triunfos tricolores no Campeonato Baiano 2008 – 100% de aproveitamento nos confrontos diretos. Resta o segundo encontro com o time de Alagoinhas, mas pouco importa.

Mantendo-se a linha, o clube pode comemorar o título invicto da fictícia reta final antecipada em sete rodadas e encerrar a escrita de seis anos sem troféus a erguer. Lógica retilínea, cartesiana, que não empolga o treinador. “Nada disso conta no quadrangular. Zera tudo. É como se começasse um campeonato novo, com reforços, contusões e novos jogos”, alerta Paulo Comelli, num chamado consciente à realidade.

O exercício de imaginação é válido justamente porque fica a lição. O desempenho na primeira fase dá idéia dos ajustes e permite uma noção real do potencial da equipe, mas é apenas o início da caminhada pelo título baiano que não vem desde 2001. O Bahia é líder, venceu os clássicos, tem cinco pontos sobre o Vitória, mas há o que evoluir.

“Ainda estamos ajustando o meio-campo. Nosso time faz muita ligação direta, precisa da posse de bola e os alas têm que render mais ofensivamente”, analisa o treinador, sempre pés no chão. Para mudar o desempenho do time adiante, as primeiras mudanças começaram no 2x1 sobre o Vitória da Conquista. Testes incipientes, mas representativos. Luciano Baiano não reedita as atuações de 2006 ou do octogonal decisivo da Série C 2007. Recém-chegado, Fábio estreou bem.

Didi aprimora a forma física para tentar os gols que estão em falta. Só três em nove jogos, média de um a cada 90 minutos. O atacante foi poupado da partida deste domingo por apresentar quadro de taquicardia (aumento da freqüência cardíaca), mas o departamento médico garante que realizou todos os exames e nenhum problema foi constatado. Ontem à tarde, o jogador treinou normalmente na reapresentação do grupo.

Comelli conta com ele. Anderson Costa ganhou oportunidade domingo, mas não passou pelo teste do primeiro tempo. Isolado, sem ritmo de jogo, acabou substituído por Charles. A corrida pelo titular da camisa 9 continua, mas o prazo é curto. Poucos treinos, seqüência de viagens e jogos, 16 deles nos últimos 52 dias.

Copa do Brasil – Apenas 48 horas de descanso e outro confronto decisivo, desta vez pela Copa do Brasil. Às 21h45 de amanhã, o Bahia enfrenta o Icasa-CE, no Jóia da Princesa, com transmissão ao vivo pela TV Bahia. Precisa de vitória simples por 1x0 ou 2x1. Com um gol de diferença, qualquer outro resultado dá vantagem aos cearenses na passagem à segunda fase – contra Criciúma-SC ou Baraúnas-RN.

O time terá o retorno de Alison à defesa. Ontem, o zagueiro tranqüilizou o torcedor ao garantir que a pendência entre empresários ligados ao Treze-PB e ao São Gonçalo-RN não afetarão a ele ou ao Bahia. “Estamos tranqüilos. Essa é apenas uma pequena discussão entre empresários. O caso não é semelhante ao do Leandro Amaral, como andam dizendo. Eles são pessoas esclarecidas e vão resolver isso”, argumenta.

O time do Rio Grande do Norte alega deter 50% dos direitos econômicos do atleta. A confusão começou na transferência de Alison do Criciúma-SC para o Treze. “Eles vão ver se o Luís Augusto (empresário paraibano) tem 20% e o São Gonçalo 30%. Eu tenho 100% dos meus direitos federativos e 50% dos econômicos presos ao Bahia. Meu contrato aqui vai até 12 de dezembro de 2010 e pretendo cumpri-lo”, encerrou.

Se Alison se garante, Elias está fora do jogo pela expulsão diante do Crac-GO, na última partida da Série C do Campeonato Brasileiro do ano passado. Além do meia, Reinaldo Aleluia e Adilson, entregues ao departamento médico, são os desfalques confirmados. Daniel, Rivaldo e Pantico não desceram para treinar ontem, mas não preocupam.

Correio da Bahia

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