sexta-feira, 18 de abril de 2008

Bida confia em recuperar titularidade no clássico

Para seis treinadores do Vitória foi imprescindível. Bida surgiu como rara peça rubro-negra. Contratado como artilheiro, destacou-se como armador, recuado por Mauro Fernandes durante a Série C de 2006. Não foi ao Grêmio, em janeiro de 2008, pois o Vitória cobrou caro. Ironia, Bida virou reserva justo com Vágner Mancini, que era o treinador do Grêmio. O camisa sete virou reserva com seu sétimo treinador no clube.

“Não sei se estava mal. É mais fácil para vocês (imprensa e torcida) julgarem, pois vêem de fora o jogo”, opina, sempre tímido. Sua voz permaneceu em baixo tom durante a conversa, ora com respostas mais incisivas, mas o sorriso era diferente do amarelado dos últimos dias.
Bida foi sacado na estréia do quadrangular contra o Itabuna, depois de quase duas temporadas absoluto. Seu rendimento vinha na aspiral descendente desde o início do Baiano. A resposta, talvez, compartilha o atleta, esteja no posicionamento em campo.

Como terceiro homem de meio, ao lado de Jackson, foi um dos melhores da Série B, escalado na respectiva seleção do campeonato, como Apodi. Contudo, desde a saída de Chicão, como nenhum dos quatro volantes contratados pelo clube assumiu a vaga, sobrou para ele, outra vez recuado, agora para marcar junto a Vanderson. “Fico mais à vontade como terceiro homem. Com mais liberdade, chego ao ataque, finalizo”, admite.
A primeira metade do treino de ontem, no Barradão, foi a portas fechadas. Vágner Mancini ensaiou jogadas e testou variações para o clássico Ba-Vi. Quatro mudanças em relação ao time que empatou por 5x5 com o Vitória da Conquista. Renan e Ricardinho nos lugares de Vanderson e Jackson, em tratamento médico. Leonardo iniciou na frente disputa com Marcelo Batatais. E Bida na vaga de Rodrigão, com Ramon adiantado.

Ao permitir o acesso, o treinador optou por testar o sistema 3-6-1, embora, anteontem, tenha declarado não gostar de usar três zagueiros. Assim, Batatais substituiu Ricardinho e Marcos, Diego Silva. A CBF, através de fax, informou ao Vitória que o lateral-esquerdo Alessandro pode atuar pelo estadual.

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Ex-presidente perde ação

A Justiça do Trabalho deu ganho de causa ao Vitória S/A no processo movido pelo ex-presidente de EC Vitória e Vitória S/A, Paulo Carneiro, condenado a pagar R$5 mil por custas de processo. O ex-dirigente havia ajuizado reclamação trabalhista em valor estimado de R$10 milhões, entre salários e outros encargos. À decisão cabe recurso ao Tribunal Regional do Trabalho.

A juíza Vivianne Tanure Mateus declarou a inexistência de vínculo empregatício entre Paulo Carneiro e o S/A, julgando improcedentes os pedidos. Na conclusão, a magistrada acolheu ainda “o incidente de falsidade documental para declarar a nulidade” de alguns documentos “contaminados com o vício da falsidade ideológica” entregues pelo reclamante, em sua defesa.

Vivianne Tanure Mateus, na fundamentação, atestou que algumas atitudes de Paulo Carneiro como então presidente do Vitória S/A somente foram possíveis porque o ex-dirigente “concentrou os poderes inerentes ao exercício deste cargo, sem qualquer traço de subordinação trabalhista”.
Entre as autônomas decisões de Paulo Carneiro, assumidas pelo próprio em depoimento, estiveram a criação de função para Walter Seijo seguir no clube, apesar de sua exoneração pelo sócio argentino, representado pela Soccer, empresa do Exxel; assim como a negociação de alguns atestados federativos de atletas sem assinatura do sócio em documento, embora tal exigência constasse em estatuto. (MS)

Correio da Bahia

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