terça-feira, 8 de abril de 2008

Vitória ganha folga após triunfo na estréia

Há muito tempo que o time do Vitória não tem folga no meio da semana. As datas apertadas para o cumprimento em quatro meses do calendário do Campeonato Baiano e as três quartas-feiras utilizadas em compromissos pela Copa do Brasil impossibilitaram que o ex-técnico Vadão pudesse dar uma seqüência de trabalho. Privilégio, no entanto, para Vágner Mancini. No bom momento, depois que o rubro-negro saiu na frente do quadrangular decisivo do estadual, ele terá cinco dias, a partir da reapresentação desta manhã, para preparar a equipe visando à partida de domingo, contra o xará de Vitória da Conquista, no Barradão.

Vágner Mancini teve pouco tempo para trabalhar. Em dez dias de atividade, ou seja, em plena fase de observação, o treinador comandou o time em três oportunidades, sendo que no jogo diante do Feirense, pela última rodada, o Vitória já estava classificado para as finais do Baianão e, por isso, foi colocada em campo uma formação reserva. Na partida da Copa do Brasil, contra o Paraná, o tempo de preparação foi de apenas quatro dias e o Vitória ganhou por 2x1, mas acabou sendo desclassificado da competição. Em seguida, a estréia no quadrangular, anteontem, no triunfo por 1x0. Uma largada importante, valorizada mais ainda com o empate sem gol no outro jogo entre Itabuna e Bahia.

Para o treinador, um resultado significativo. Além de elevar a auto-estima da equipe para a segunda rodada, deixou Vágner Mancini mais animado para o reinício das atividades. “A gente vai ter a semana quase inteira para entrosar o time, que eu gostei muito no jogo contra o Itabuna. Soubemos administrar bem a vantagem parcial. Só lamento o gol que Marco Antonio perdeu no início do segundo tempo, porque, se tivesse acontecido, o sufoco seria menor”, admitiu. As alterações processadas na equipe começaram a surtir efeito. Nos seis jogos anteriores ao de anteontem, a equipe sofreu 13 gols e o ataque fez 14. A última vez que a zaga não foi vazada aconteceu na goleada sobre o Juazeiro, na 17ª rodada, por 3x0.

Ontem, houve folga somente para quem viajou a Itabuna. A delegação chegou do interior às 2h da manhã e os jogadores foram liberados. Trabalharam no CT do Barradão os que não viajaram. O zagueiro Marcelo Batatais, que esteve ameaçado de não atuar por ter sentido a coxa direita no rachão de sábado, telefonou para o médico Ivan Carilo Pinto para dizer que estava tudo bem. Durante a partida, o zagueiro chegou a se queixar da contusão. No departamento médico foi atendido o atacante Michel, recuperando-se da torção no joelho esquerdo. Os jogadores Rafael Santos, Carlos Alberto, Alex Santos, Marquinhos, Leonardo, Renan, Uelliton, e Nadson treinaram sob a orientação dos fisicultores Ednilson Sena e Jorge Lago. A situação de Nadson continua indefinida, mas o atacante começou a treinar no último fim de semana. “Vou ficar treinando aqui e vou jogar o Brasileiro pelo Vitória. Só não fico se for para o exterior, mas espero que isso não aconteça”, brincou o jogador.

O lateral-esquerdo Alessandro deve chegar hoje ou no mais tardar manhã. O jogador, que atuou em três rodadas do campeonato e estava emprestado ao Guarani, ficou de ontem rescindir o contrato com o clube paulista e se apresentar hoje ao Vitória.

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Técnico adversário assiste a VT

Marcelo Sant’Ana

O empate sem gols contra o Bahia resultou na segunda vez, no Campeonato Baiano, que o Vitória da Conquista não fez gol. Antes, o time “passou em branco” na derrota por 2x0 para o Camaçari, pela quarta rodada. São 45 gols em 23 rodadas, com aproveitamento de 1,96 gol por jogo.
Elias Borges achou o resultado normal, embora reconheça ter sido “fraca tecnicamente pelos dois lados” a partida no Lomanto Júnior. “Seria péssimo a derrota a uma altura desta do campeonato. Satisfeitos, também não, pois boa era a vitória”, resumiu o treinador do alviverde.

Na sua análise, o comportamento do Bahia foi fundamental para o segundo ataque mais positivo do campeonato não funcionar. “O Bahia veio para não perder e marcar alguns atletas da gente. E conseguiu”, analisou, sem citar nomes. “Nosso time gosta de jogar e deixar jogar. Acho que, contra a gente, é esperado que o adversário se feche mais”. Resta trabalhar novas alternativas para não esbarrar nas paredes defensivas.

O atacante Tatu lamentou a escassez de oportunidades. “No primeiro tempo, tivemos mais posse de bola e estávamos bem posicionados. No segundo, eu e Diogo nos sentimos isolados”, admitiu. “O Bahia tomou conta e a bola vinha ‘rifada’”. Com 13 gols, o vice-artilheiro do estadual espera jogo mais franco com o Vitória, domingo, no Barradão. “Diferente do Bahia, é um time que gosta de atacar”.

Elias Borges ainda não assitiu ao VT de Itabuna 0x1 Vitória, o outro confronto pelo quadrangular, para analisar como Vágner Mancini montou o Vitória. Ontem, no trabalho regenerativo, conversou com o elenco para saber como cada atleta reagiu ao empate no Lomanto Júnior. Como mandante, são dez vitórias, um empate e uma derrota – os dois últimos resultados contra o Bahia.


Correio da Bahia

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