quarta-feira, 23 de abril de 2008

Rodrigão descarta rótulo de salvador para o Ba-Vi

A ausência de Rodrigão no clássico do último domingo foi muito comentada, inclusive pelo técnico Vágner Mancini, impedido de escalar o único centroavante do elenco, suspenso. O desfalque terminou como uma das saídas do treinador para justificar o fiasco rubro-negro no Barradão. Domingo, no Estádio Jóia da Princesa, em Feira de Santana, o Ba-Vi será decisivo para o Vitória, que joga todas as fichas e não pode sequer empatar sob pena de ficar praticamente sem chance do sonho do bicampeonato estadual.

Rodrigão, que ao lado da esposa Hortência assistiu à goleada por 4x1, reaparecerá no ataque. Na reapresentação, foi o foco das atenções. O discurso estava na ponta da língua diante da inevitável pergunta se ele seria o “salvador da pátria”. Em seis jogos, foram seis gols. “Futebol é um esporte coletivo, portanto não adianta creditar a ficha em um jogador. Lógico que faço parte de uma equipe. Mas sem essa de salvação da pátria, apenas vou tentar dar a minha contribuição para vencer o Ba-Vi”.

O casal deixou o estádio a dez minutos do final do jogo e o atleta disse que saiu mais cedo porque era difícil a reação do time àquela altura, perdendo por 4x1 e sem Vanderson, expulso – e desfalque para domingo.

Duas reuniões em horários diferentes marcaram a volta do elenco às atividades. Pela manhã, Vágner Mancini conversou por 75 minutos, quando resumiu no pedido de confiança e que todos “ergam a cabeça” para o próximo clássico. À tarde, o diretor de futebol Renato Braz falou por 25 minutos com jogadores e comissão técnica. O dirigente foi até didático e mostrou os recortes dos jornais de segunda-feira, destacando nas manchetes a humilhação da equipe. “O que nós precisamos é de atitude no jogo em Feira de Santana. Mostrei a eles que o Vitória é um time de primeira divisão e não pode ser exposto com frases humilhantes publicadas na imprensa do vexame que passamos”, disse Braz. Os recortes foram afixados nas paredes do vestiário onde aconteceu a reunião. A manifestação dos torcedores, prevista para ontem, foi remarcada para sexta-feira.

Ontem, treino físico na parte da manhã, e à tarde, atividade com bola. No final, Mancini conversou bastante com Leonardo, Renan e Ricardinho. O volante, emprestado pelo São Paulo, até parece escalado pelas entrevistas. “Estamos entalados com o resultado passado e vamos reverter. Temos vergonha na cara e o nosso time é de guerreiros. Vamos estar bastante motivados: tanto o time que começar quanto os sete da reserva”, desabafou o provável estreante.

Bida, Anderson e Carlos Alberto, todos com suspeitas de lesões musculares, vão fazer exames de ultra-sonografia pela manhã. Já o meia/atacante Jackson voltou a reclamar do tornozelo esquerdo, mesmo tendo participado do treino com bola. O atacante Dinei, do Atlético Paranaense, e que estava emprestado ao Sertãozinho onde fez cinco gols no Paulistão, apresenta-se provavelmente amanhã como reforço contratado para o Brasileiro.

Correio da Bahia

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