sábado, 5 de abril de 2008

Bahia arma meio-campo mais pegador contra o Conquista

Cautela nas finais. Campeão simbólico da primeira fase do Campeonato Baiano, o Bahia não pretende se expor ao poder ofensivo do Vitória da Conquista – segundo melhor ataque do estadual com 45 gols, média superior a dois por partida. O time estréia no quadrangular longe de Salvador com formação um pouco mais precavida que a dos últimos jogos.

O técnico Paulo Comelli optou por Rivaldo ao lado de Fausto e Elias, num reforço a marcação do meio-campo. “Esse cuidado é importante. Tivemos a felicidade de vencer lá uma vez, mas sabemos da capacidade deles”, alerta o goleiro Darci, líder do sistema defensivo mais eficiente do estadual. O Bahia sofreu apenas 13 gols em 22 rodadas, mas a preocupação se justifica.

O Conquista venceu dez das 11 partidas no estádio Lomanto Júnior este ano, e como bem lembrou o camisa 1 tricolor, o Bahia foi o único a vencer por lá. Sobrou para o garoto Ananias, habitual titular. “Temos que entrar focados. Não podemos errar, porque o tempo de recuperação é muito curto”, analisou Comelli, ciente de que o título será decidido em apenas seis partidas.

Comissão técnica e diretoria tomaram a primeira providência para a partida de abertura e
decidiu-se pela antecipação da viagem de sábado para o início da tarde de ontem. A idéia é minimizar o desgaste da viagem de aproximadamente sete horas até o Sudoeste. Os jogadores assistiram a um DVD com os principais lances do adversário antes do trabalho intensivo de bola parada.

Nada de treino tático ou técnico. O fundamento assegurou os quatro gols do Bahia no duplo 2x1 em Vitória da Conquista e Feira de Santana. Dois deles em cobranças rápidas de falta que pegaram a defesa alviverde desprevenida. Reinaldo Aleluia e Daniel acertaram o pé. A delegação deixou Salvador com o time definido. Os novatos Cléverson, Everton, Ceará e Ayrton sequer esquentam o banco.

Cristiano é o único recém-contratado entre os 18 que viajaram e forma inédita dupla de ataque com Didi. Os dois trabalharam juntos durante a semana, com um único coletivo, e o entrosamento fica restrito às orientações do treinador. O Bahia terá Darci, Alison, Marcone e Rogério; Fábio, Fausto, Rivaldo, Elias e Adilson; Cristiano e Didi.

O discurso batido da importância do apoio da torcida vai ser ainda mais valorizado nessa segunda fase. A premiação pela conquista do título estadual que não vem desde 2001 foi definida na última quarta-feira e a presença do torcedor é parte fundamental no valor variável. Tudo bem dentro das possibilidades do clube.

O grupo receberá 50% de tudo o que for arrecadado em bilheteria na fase final do Campeonato Baiano. Ou seja, fica com metade do valor conseguido nas partidas contra Vitória da Conquista e Itabuna, no estádio Armando Oliveira, e diante do Vitória, no Jóia da Princesa. A aposta é numa melhoria considerável dos números, já que nas 12 partidas como mandante na temporada, o clube obteve renda líquida de R$92.297,97 – média de pouco mais de R$7.691 por jogo.

Correio da Bahia

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