terça-feira, 29 de abril de 2008

França pula fogueira e ganha espaço no Vitória

O goleiro França passou por uma prova de fogo no Ba-Vi em Feira de Santana e foi aprovado. Pelos antecedentes do jogador, que teve a oportunidade de atuar em oito partidas (sofreu dez gols), substituindo o titular Ney, vítima de uma lesão de afundamento do malar, pouca gente acreditava no seu sucesso. Vágner Mancini fez parte dessa minoria. O técnico apostou no goleiro e ele correspondeu, tendo sido muito festejado pelos companheiros.

Elogios pela sua atuação no clássico (Vitória 3x0) não lhe faltaram. O principal deles foi justamente de Ney, que chegou a chorar na quinta-feira passada ao saber da perda da posição. Os dois e as esposas são muito amigos. “Eu torcia por Ney quando estava na reserva e ele fez o mesmo no jogo de ontem (anteontem). Houve sinceridade, porque vi no o-lho dele na subida do túnel que torceria por mim e isso foi fundamental”.

Muito procurado pelos repórteres na reapresentação de ontem, no CT do Barradão, França disse que entrou no jogo tranqüilo. Contou que, ao fazer a grande defesa na finalização de Cristiano, no início do jogo, e que poderia mudar a história do clássico se saísse o gol, sentiu que seria o seu grande dia. “Não foi uma defesa de susto, mas Deus me ajudou. Primeiro, agradeci a Deus e depois falei baixinho que sairia vitorioso do clássico”, conta. No intervalo do Ba-Vi, coincidentemente, Ramon comentou a mesma coisa e França ficou mais fortalecido.

França lembrou que no primeiro clássico do ano o Bahia ganhou por 2x0, no Barradão, e ele só não pediu para sair para não “queimar” o reserva Marcão. Destacou que num lance com o zagueiro Alison machucou o tornozelo direito. Depois, num treino, sofreu uma contusão no ligamento do joelho direito. “Ninguém soube, pois escondi até para Eduardo Andrade (treinador de goleiros) os problemas que atrapalharam o meu rendimento em algumas partidas. Também não estava bem preparado para ser titular. Hoje, a situação é diferente. Não só eu, mas todo o time esteve muito bem em Feira e a gente tem a obrigação de mostrar o mesmo futebol nos dois jogos que restam para não dizerem que só estivemos bem contra o Bahia”.

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Clima festivo na Toca do Leão

Depois de terem perdido por 4x1 e exporem a torcida do Vitória às gozações musicais humilhantes do rival Bahia, os jogadores e a comissão técnica tiveram uma segunda-feira diferente ontem na Toca do Leão. O que se via no semblante de cada um era a recuperação da auto-estima. “Estamos felizes, claro, mas sabendo da responsabilidade que serão os dois jogos contra o Vitória da Conquista e o Itabuna. A atitude que o time teve no jogo em Feira terá que ser a mesma na próxima partida”, disse Vágner Mancini, que levou ao CT o filho Mateus, 13 anos, e ficou batendo bola com ele e os assistentes técnico Bacalli e Flávio Tanajura.

Como tem jogo quinta-feira, todos os jogadores treinaram. Antes, o diretor de futebol, Renato Braz, reuniu-se com todos no vestiário e a comissão técnica para parabenizá-los pelo resultado. Em seguida, Vágner Mancini conversou quase meia-hora com os jogadores.

O atacante Marquinhos, um dos destaques do clássico, disse que o triunfo rubro-negro aconteceu em função da garra de sua equipe. “Nós entramos focados mais do que nunca nesse Ba-Vi”. Mancini deu entrevista e admitiu a possibilidade de fazer uma alteração na equipe para o jogo de depois de amanhã, contra o Vitória da Conquista, no Estádio Lomanto Júnior. Não revelou em que setor. A delegação viaja amanhã, às 15h, de avião. O zagueiro Marcelo Batatais sofreu uma torção no tornozelo esquerdo e, a depender da avaliação médica que fará hoje, pela manhã, pode ficar de fora da viagem. (JCM)

Correio da Bahia

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