domingo, 27 de abril de 2008

Técnico do Bahia queria punição para rubro-negro que dançou o 'créu'

"Tira o Garrido. Tem que tirar o Garrido de campo", gritava o técnico Paulo Comelli, à beira do gramado, enquanto policiais tentavam fazer cumprir a ordem do árbitro Manoel Nunes Lopo Garrido de excluir o treinador da partida em que o Bahia foi derrotado por 3 a 0 pelo Vitória, uma semana depois de aplicar uma goleada de 4 a 1.

Depois do apito final, Comelli afirmou que faltou critério e personalidade ao árbitro. "Infelizmente, Garrido não estava preparado para apitar este jogo. Estava perdido emocionalmente, descontrolado", criticou. O treinador tricolor ficou de tal forma ofendido com a atuação de Garrido que, ao ser excluído, recusou-se a deixar o campo, e nem a Polícia Militar foi capaz de demover o técnico da decisão.

O irritado comandante citou o exemplo do lateral Fábio, que recebeu no segundo tempo um cartão amarelo e, logo após, um vermelho, sem sequer ter recebido a primeira advertência. O erro causou revolta no banco do Bahia, mas foi prontamente corrigido pelo árbitro.

O técnico fez menção especial à comemoração do atacante Rodrigão no primeiro gol, quando o jogador dançou o "créu" em direção à torcida adversária, atitude reprovada pela CBF desde o início do mês e passível de punição com cartão vermelho. "Ele não teve coragem de expulsar o Rodrigão".

No último domingo, apesar de recomendação expressa da CBF para que os árbityro de todo o Brasil coíbam comemorações provocativas à torcida adversária, a FBF autorizou a coreografia da 'dança do créu', desde que executada perante a torcida do autor do gol.

Comelli reconheceu também que a expulsão de Marcone ainda no primeiro tempo foi o principal fato a determinar a goleada. Segundo o técnico, o jogador a menos obrigou a saída do meia Ananias para a entrada de Emerson Cris em busca da ligação direta com o ataque, mas a marcação adversária anulou as investidas de Didi e Cristiano.

UOL

Nenhum comentário:

Postar um comentário