Como se não bastasse a suspensão de Rodrigão, agora foi a vez de Jackson deixar a torcida rubro-negra com a pulga atrás da orelha. O jogador voltou a sentir o calcanhar que foi machucado na última partida do Leão, diante do Vitória da Conquista.
O birro da sua chuteira entrou e machucou, deixando o meia sem treinar desde o início da semana. Durante o coletivo desta sexta-feira, 18, o veterano voltou a sentir, caindo duas vezes durante o trabalho. Mesmo com uma aparência triste, Jackson ainda tem esperanças. “Voltei a sentir e isso me deixa muito chateado. O tempo é curto, mas vou aguardar até o último minuto para saber se posso ajudar minha equipe”.
Sem querer perder tempo, o técnico Vágner Mancini já encontrou um substituto para o meia: Bida. “O Jackson é um atleta importante para meu esquema tático. Um cara que desenvolve bem o lado direito da equipe junto do lateral. Mas tenho até domingo para decidir e saber se ele joga. Mas já tenho Bida, que também pode ajudar o meio”, disse o comandante.
Enquanto o meio leva este dilema até o vestiário de domingo, a zaga poderá ter uma surpresa. Caso o Vitória entre com apenas dois zagueiros, quem vai sentar no banco de reservas para ceder lugar a Leonardo é Marcelo Batatais, ao contrário de Anderson Martins, o mais cotado para perder a vaga. “Eu sei que Batatais tem sido mais eficiente durante a temporada. Mas eu só posso avaliar o rendimento nos cinco jogos que comandei. E, nestas partidas, Anderson foi melhor”.
ESQUEMA – Mas existe uma forte possibilidade de não ter briga por vagas na zaga rubro-negra. O papo de não gostar de atuar com três zagueiros já está desaparecendo da cabeça do treinador. No último coletivo, o esquema com três zagueiros também foi treinado no segundo tempo do rachão. O time, ainda com Jackson, ficou com Ney, Anderson Martins, Leonardo e Batatais; Marco Aurélio (Williams), Renan, Marco Antônio, Jackson (Bida) e Fernando; Ramon Menezes e Diego Silva.
Entretanto, atuar assim não seria do agrado da torcida, que está com as duas derrotas na fase de classificação entaladas na garganta. De quebra, o Vitória não tem bons alas ofensivos para ajudar o ataque, que só terá Diego Silva como centroavante. “Que saudade de Alysson e Apodi. Como poderemos atuar com três zagueiros se só temos laterais defensivos?”, indagou o torcedor Sílvio Moreira, que compareceu nos trabalhos de ontem, assim como mais 32 rubro-negros.
Caso a comissão técnica permaneça com o tradicional 4-4-2, o Leão não tem muitas opções para fazer mistérios. Fora a entrada de Leonardo, somente o ataque sofrerá modificação. No lugar de Rodrigão, o jovem Marquinhos terá nova chance. “Vou ser o titular? Ainda não sei disso. Mas se realmente for, estou pronto para colocar meu melhor futebol dentro de campo”, disse o prata-da-casa.
Seja 3-5-2 ou 4-4-2, parece que o técnico está adorando lançar o clima de mistério para o clássico. “As duas formações eu gostei. O importante é mudar também dentro de campo, gerando dúvidas no adversário também durante a partida. Eu treino todas as formas possíveis para mudar quando for preciso, sem que os jogadores sintam a modificação. Vai ficar o mistério até domingo. É bom para apimentar o clássico”, despistou Mancini.
Neste sábado, 19, pela manhã, acontece o tradicional rachão, na tentativa de aliviar a tensão pré-clássico. A concentração acontece logo em seguida, pelo menos para os 20 relacionados. O goleiro Ney é o mais ansioso para fazer seu primeiro Ba-Vi. No ano passado ele era reserva de Emerson. Neste ano, se contundiu, dando lugar a França nos dois duelos da primeira fase.
A Tarde Online
sábado, 19 de abril de 2008
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