sexta-feira, 4 de abril de 2008

Treinador tenta levantar o astral do Vitória

Na semana passada, após a saída do técnico Vadão, a diretoria do Vitória dispensou o psicólogo Antonio Presídio, com certeza porque não passava pela cabeça de nenhum dirigente a eliminação precoce da equipe na Copa do Brasil. Entretanto, o triunfo por 2x1 sobre o Paraná, anteontem, no Barradão, não foi suficiente para o time avançar às oitavas-de-final da competição e jogou por água abaixo o sonho do primeiro título nacional.

O day after rubro-negro ontem, no Barradão, foi de lamentações. Entre os jogadores, a frustração era muito grande. Entretanto, o experiente Ramon Menezes, destaque da equipe na partida contra o Paraná, disse que “o time não deve se abater”. O presidente Jorginho Sampaio, além da tristeza pela desclassificação, lamentava principalmente o prejuízo financeiro, porque, além das rendas do confronto com o Internacional, o clube receberia um prêmio de R$80 mil que a CBF oferece para cada clube que passa para a fase seguinte.

A principal preocupação do técnico Vágner Mancini, ontem, era com o aspecto psicológico dos jogadores. Por isso, ele teve uma longa conversa com o grupo, fazendo o papel do psicólogo dispensado pela diretoria. O objetivo era motivar todos os atletas. O treinador elogiou a determinação do time no confronto com o Paraná, mas lembrou que o que aconteceu anteontem deve ser esquecido, porque o Vitória começa a decidir um título depois de amanhã e não pode se abater.
“O quadrangular final será a nossa chance de salvar o primeiro semestre. Sei que vamos ter um jogo difícil contra o Itabuna e não podemos vacilar novamente. Será importante começarmos a decisão com um triunfo, porque logo a seguir teremos o clássico com o Bahia e temos que chegar nesta partida bem motivados”.

Só mesmo com o Vitória começando com o pé direito a fase final do Baianão, no Estádio Luiz Viana Filho, em Itabuna, é que os rubro-negros esquecerão o dissabor da eliminação precoce da Copa do Brasil. Jorginho Sampaio estava bastante abatido com a eliminação do time, mas procurou não passar isso para os jogadores, justamente preocupado em levantar o astral da equipe.
“Não foi desta vez que chegamos lá, mas vamos continuar na luta. Infelizmente, precisávamos ganhar por dois gols de diferença e não conseguimos. Faltou um golzinho”, lamentou o dirigente. Para o dirigente, Vágner Mancini, que pegou o bonde andando, é o único que não pode ser responsabilizado pela eliminação do rubro-negro.

Ramon Menezes, autor do segundo gol do Vitória, disse que fica a frustração. “Pela garra e o espírito de luta de toda a equipe merecíamos um melhor resultado. É triste e desagradável para nós, a diretoria e os torcedores. O mais importante é que a equipe teve uma postura diferente em relação aos jogos anteriores e todos nós estamos consciente de que vamos ter seis decisões”.
Dos novos contratados, o lateral-direito Marco Aurélio é o mais cotado para estrear depois de amanhã. O meia-esquerda Ricardinho, o volante Renan e o zagueiro Leonardo Silva também ficaram regularizados no último dia de inscrição para o quadrangular decisivo e estão à disposição do treinador. Leumir, que vinha atuando como titular, vai reforçar a equipe de juniores nos jogos finais do Campeonato Baiano.

Quem reaparece, com certeza, é o centroavante Rodrigão. A principal dúvida é Vanderson, que sofreu uma torção no tornozelo. Ele assistiu à preleção do técnico e depois fez tratamento. O local está dolorido e preocupa o departamento médico. Como Diego, que veio do Vasco, não ficou, ontem a diretoria definiu o retorno do lateral-esquerdo Alessandro, que estava emprestado ao Guarani, de São Paulo, e teve seu nome aprovado pelo técnico Vágner Mancini.

Correio da Bahia

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